Post n° 2 – Vamos falar sobre tecnologia (Parte II)

Um ótimo e abençoado dia a todos!

Quinta-feira chuvosa e nublada em São Paulo, então nada melhor que escrever e compartilhar vivências e experiências. O site tem pouquíssimas visualizações ainda e isto é muito bom! Tudo tem o seu tempo e o objetivo principal deste projeto é realizar o exercício da escrita. Transcrever aquilo que está na memória. Então se além disso ainda conseguir leitores, terei superado e muito as expectativas! 🙂

Comecei falando um pouco dos meus remotos contatos com a tecnologia, principalmente no cenário do Brasil, que sempre foi um capítulo à parte em relação ao mundo. Na minha adolescência cada vez mais ia tendo contato com os computadores e era muito legal.

Uma outra paixão que possuo é a aviação e pretendo falar disto em outra ocasião, algo que me traçou objetivos profissionais e do qual me sustento. Então, aviação sempre esteve comigo, desde muito cedo.

Voltando a informática, gostaria de relembrar a época em que aprendíamos através das bancas de jornais. Existiam publicações excelentes disponíveis e a que mais me recordo prazerosamente é de comprar uma revista PC Expert. Era uma revista lançada mensalmente que vinha com dois CDs, recheados de softwares “Freeware”, “Shareware” e “demos”, além de dicas e notícias dos lançamentos mais badalados. Era um evento comprar a revista, ler e instalar milhares de programas para as mais diversas funções.

Revista PC Expert.

Em determinado momento, vi uma revista diferente. Era chamativa, amarela e branco e estava escrito LINUX, em destaque. Comprei por curiosidade, li e reli, mas não tive coragem na época de matar o Win98 para instalar o Linux, que era muito complicado em relação à compatibilidade de hardware. Era uma distribuição chamada Caldera OpenLinux, nem tão conhecida.

Desktop KDE do Caldera OpenLinux

Isto despertou ainda mais o interesse pelo sistema aberto e livre. Praticamente um chamado à rebeldia. Época em que se falava do monopólio da Microsoft e suas tretas em relação ao Internet Explorer, ou até mesmo dos Windows “Jack Sparrow” onde havia um mito entre os usuários de que se acessasse o site da Microsoft, poderiam ser “descobertos”, entre muitas outras “teorias da conspiração” vigentes.

Fato é que, naquele tempo eu já tinha uma certa noção de que, no futuro, ia querer desemborcar pela área do software livre. Vieram várias versões do Windows então, 98, Me, 2000, XP. Tudo ia muito bem até aparecer um cara chamado Windows Vista, onde “azedou” tudo.

Era notório que a Microsoft estava esticando a corda do hardware, algo que sempre foi caro no Brasil, então esta versão rodava terrivelmente ruim nos computadores disponíveis. Em 2007 comprei um notebook, bem básico. Era legal e fazia o que se propunha. No entanto, uma revolução estava a caminho. Me deparei com uma página na internet, onde se anunciava um Sistema Operacional Brasileiro, o Kurumin Linux 7, criado e mantido por Carlos Morimoto.

Fiz o download e instalei naquela simples máquina. Foi uma experiência descomunal. Ele possuía um instalador guiado, que além de listar as melhores opções, ia descrevendo detalhadamente cada passo, sem contar que dava para rodar o sistema inteiro através do modo Live, sem instalar nada. Existiam soluções e alternativas para cada programa da Microsoft. É uma pena que esta distribuição tenha sido descontinuada. Foi difícil ajustar o sistema para compatibilidade total com o notebook, pois não existia muito interesse das fabricantes em desenvolver drivers para o Linux, naquela época.

Desktop KDE do Kurumin Linux 7

A partir daí, o interesse no Linux só aumentou, e passei a percorrer diversas distribuições (distro hopping) até achar uma que substituísse o Kurumin, mas, ainda assim, sempre em dual boot com o Windows. Até que então passei a usar Linux o tempo inteiro, através da excelente distribuição Linux Mint.

A filosofia do software livre é muito interessante e coerente, pois não faz o menor sentido, ao menos na minha cabeça, uma empresa dominar a maior parte dos computadores pessoais, com um software fechado. Devemos ser os donos de nossas máquinas e estar no comando das mesmas, e não o contrário.

Existe muita aversão ao Linux, e é até compreensivel. As pessoas nascem e crescem utilizando softwares proprietários, além do que, não se interessam a ponto de buscar aprender algo novo. Há um mito de que algo gratuito é algo ruim, mas isto não é verdade. As distribuições hoje estão tão desenvolvidas, com softwares que fazem tudo ou quase tudo que os programas proprietários fazem.

Ao longo de nossa caminhada por aqui, focarei na parte de software livre. Usar Linux te permite fazer uma infinidade de coisas com o seu PC. Estudar, assistir, jogar uma série de jogos e até mesmo transformar o seu PC em um super videogame retrô. E tudo ao mesmo tempo, com muito mais controle sobre processos e com muito menor incidência de vírus ou ameaças.

Para aqueles que gostam de se aventurar, vou deixar algumas notas no rodapé, com links para conteúdos falados neste post, além de arquivos que podem ser uma porta de entrada a um mundo livre da tecnologia.

Nos vemos por aí! Até mais!

Guia Foca LinuxUm guia completo para o usuário GNU/Linux.
Livro a Catedral e o BazarÉ uma obra fundamental que analisa os métodos de desenvolvimento de software, comparando o modelo proprietário/tradicional com o modelo aberto (open source).
Revistas PC ExpertAlguns exemplares das revistas que citei.
Kurumin LinuxCaso queiram experimentar o que era o Kurumin, é possível utilizá-lo através de uma máquina virtual.
Linux Mint SiteSite da distribuição Linux Mint. Caso queiram sair do Windows, comecem por ela.


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